APRENDENDO A VER DEUS NAS PEQUENAS BÊNÇÃOS
(II
Reis 5.1―14)
Às vezes só acreditamos que
Deus está conosco quando vemos ou percebemos um grande milagre em nossas vidas,
como por exemplo a cura de um câncer, a cura de uma cegueira; mas Deus também
está presente nas pequenas coisas.
Quando Naamã foi diante do
profeta Elizeu, ele achou que o profeta iria lhe dar uma porção mágica ou
fizesse trejeitos que o curasse da lepra, mas não aconteceu assim, Deus mandou
que o profeta anunciasse a Naamã uma coisa bem simples diante dos olhos de
Naamã – “Vá ao Rio Jordão e mergulhe sete vezes.”
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Assim também somos nós, tal
qual Naamã, só achamos que Deus está nos abençoando quando algo de grande
acontece em nossas vias. Achamos que a nossa vida só está sendo ungida quando
Deus nos abençoa com uma casa própria, uma carro zero quilômetro, uma conta
recheada de dinheiro, cura de um câncer.
Ficamos ansiosos ou aflitos
aguardando uma graça divina maior e nos esquecemos das pequenas bênçãos que
Deus têm derramado sobre nós.
PEQUENAS BÊNÇÃOS
Um homem trazia em seu
coração um sonho – gostaria de possuir uma família – pois trazia a tristeza em
seu interior de não ter tido uma família sólida e unida. Sua grande tristeza
consistia no fato de que numa idade ainda tenra seus pais separam-se e desde
então nunca mais conseguiu conviver em um lar amoroso e sólido.
Então, em seu coração,
ansiava fervorosamente por um casamento onde ele poderia completar a sua
família que quando criança nunca teve. Enquanto o sonho do casamento não
acontecia ele orava e muitas vezes reclamava: “―Eu não aceito isso, Senhor! Não
aceito ficar só. Muitos colegas meus já se casaram e eu continuo só”!
Assim esse homem ia tocando
sua vida, achando que era um dos mais desgraçados da face da terra. Só que esse
homem se esquecia de analisar as pequenas bênçãos que Deus estava derramando sobre sua vida. Possuía um
emprego para seu sustento, enquanto muitos em sua rua estavam desempregados;
tinha uma boa saúde, enquanto muitas pessoas que ele conhecia vivia em uma cadeira
de rodas ou entrevadas em uma cama. Conhecia um homem que, além de viver
deitado em uma cama, não possuía o esôfago, não podendo comer e nem beber
nenhum líquido.
Mesmo assim ele achava que
era um desgraçado, que Deus não ouvia suas orações. Tirando algumas exceções,
ele se achava um sofredor, pois orava a tanto tempo e o Senhor ainda não tinha
respondido sua oração que era – “Se
casar e possuir uma família.”
Sua visão espiritual estava
centrada somente na bênção maior a ser alcançada. Não conseguia enxergar as
pequenas coisas que o Senhor fazia em sua vida e que de certa forma eram
importantes para lhe fornecer o equilíbrio necessário em sua vida. Tinha saúde,
emprego e mesmo seus pais estando separados, ele os visitava quando quisesse,
pois possuía a bênção deles ainda estarem com vida. Também tinha perdido a
visão da coisa mais preciosa que um cristão pode ter: - “A salvação em cristo
Jesus.”
REFLEXÃO ESPIRITUAL.
Às vezes, só achamos que Deus nos ouve quando ele realiza um grande
milagre em nossa vida. Não paramos para refletir que o Senhor nos abençoa a
cada dia, a cada hora, a cada minuto.
Como é o seu lar? Como está sua saúde? Você tem casa para
morar? Tem seu emprego? Você passa fome?
Você tem olhos, enquanto existem muitas pessoas que dariam tudo para
poder ver a luz do sol, as estrelas, a lua, saber como é o azul do céu ou
simplesmente olhar o mar.
Eu conheci um rapaz de 28 anos que tentou o suicídio. Bebeu ácido
muriático e teve o seu esôfago todo destruído. Não podia beber água e nem comer
nada. Seu maior sonho era poder beber um copo d’água ou comer um prato de
comida.
Também conheci um rapaz de 24 anos de idade, que ao sair com um amigo,
sem saber o porquê, levou um tiro nas costas. Ficou paralisado da cintura para
baixo. Sem poder se mover, suas pernas foram atrofiando. Seu maior sonho era
simplesmente poder andar.
Também conheci um rapaz que viveu mais o menos uns 26 anos enfurnado
num quarto e não saía de lá pra nada. Não gostava de receber visitas, mal
conversava com sua mãe e seu pai.
PASTOR ROBERTO (14/09/13)

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